Doença Astigmatismo


É uma doença ocular que se caracteriza pela formação da imagem em vários focos, em eixos diferenciados, devido a irregularidades da córnea. O seu principal efeito é a distorção de imagem, pois os raios de luz não chegam ao mesmo ponto na retina.

Para as pessoas com este problema, todos os objetos – tanto próximos como distantes – ficam distorcidos.



Causas
O astigmatismo é causado pelas irregularidades da córnea ou do cristalino. Ele é hereditário e pode ocorrer em conjunto com a miopia ou a hipermetropia.

Sintomas
Vista cansada;
Apertar os olhos para enxergar;
Visão turva ou distorcida em todas as distâncias;
Dificuldade de dirigir à noite;
Dores de cabeça;
Ardor e vermelhidão conjuntival.

Tratamentos
Pode ser corrigida com o uso de óculos, às vezes com lentes de contato ou com cirurgia refrativa.



Cirurgia
A Cirurgia Refrativa promove a correção do astigmatismo. Através de um procedimento considerado simples, que dispensa a necessidade de internação. Remodela suavemente a superfície da córnea e modificando sua curvatura para corrigir os erros refrativos.

Doença Catarata


A catarata é uma opacificação do cristalino, lente normalmente transparente do olho, que leva a dificuldade em enxergar, podendo afetar um ou os dois olhos.



Sintomas
Os sintomas dessa patologia podem incluir cores desbotadas, visão embaçada, halos, sensibilidade à luz e dificuldade para enxergar à noite. A visão nublada causada pela catarata pode dificultar a condução de um carro (especialmente à noite), a leitura, caminhadas (quedas frequentes) ou para ver a expressão no rosto de uma pessoa.

Possíveis causas da catarata
A maioria dos casos de catarata desenvolve-se lentamente com o passar dos anos, não incomodando a visão no início. Geralmente é detectada em indivíduos com mais de 50 anos, mas há casos de crianças que já nascem com a doença por problemas genéticos e hereditários ou ainda causada por infecção ou inflamação que tenha comprometido a mãe e o feto.

Outros fatores que podem aumentar o risco de se desenvolver a catarata, incluem: a diabetes, trauma, cirurgia ocular no passado, exposição excessiva à luz do dia ou uso prolongado de medicamentos compostos por esteroides.



Diagnóstico
Para determinar se você tem uma catarata, o seu oftalmologista irá rever o seu histórico médico, os sintomas e realizar vários testes e exames.

Tratamento da catarata
A cirurgia deve ser considerada quando a catarata causar diminuição visual que afete as atividades cotidianas. Detectada a catarata, o único tratamento é o cirúrgico.

A cirurgia pode ser realizada a partir de duas técnicas, a facoemulsificação ou através do laser de femtosegundo, ficando a critério do médico e do paciente escolher a que mais atende suas necessidades.

Durante a cirurgia, que habitualmente é realizada sob anestesia local, a catarata é retirada e substituída por um implante, a lente intraocular.

O grau da lente a ser implantada é calculado utilizando-se medidas que incluem o tamanho do olho. Estas lentes podem compensar a retirada do cristalino, corrigindo a visão à distância, diminuindo a dependência em relação aos óculos.

A correção do grau não se limita mais à patologias como hipermetropia ou miopia. Lentes de alta tecnologia (lentes premium), permitem corrigir astigmatismo através das lentes tóricas, e a presbiopia, através das lentes multifocais.

Pós-operatório
Após a cirurgia da catarata, o paciente pode retornar quase que imediatamente às suas atividades, exceto às mais cansativas.

Colírios serão receitados conforme orientação do oftalmologista. Outras consultas serão necessárias para avaliação do resultado obtido.

Doença Ceratocone


O Ceratocone é uma condição em que ocorre um afinamento progressivo da córnea acompanhado de aumento da sua curvatura. A área central da córnea fica mais fina e a pressão interna do olho, atuando sobre esta área de menor resistência, faz com que ela fique excessivamente curva, adquirindo a forma de cone.



O ceratocone geralmente surge na adolescência, podendo manter-se estável ou progredir, sendo capaz de comprometer severamente a visão, mas raramente leva a cegueira.

Quais as causas do ceratocone?
Apesar de desconhecidas, algumas hipóteses são consideradas. Uma delas propõe que o ceratocone surge em decorrência de fatores genéticos.

Dentre outras possibilidades consideradas, o ceratocone pode ser uma condição degenerativa, ou uma condição secundária a outras doenças, como a síndrome de Down e alergias. Alguns estudos apontam que a exposição à radiação ultravioleta poderia estar ligada ao aparecimento do ceratocone.

Como é feito o diagnóstico?
O oftalmologista faz o diagnóstico do ceratocone pelo histórico do paciente e exames complementares da córnea. Para o paciente, a primeira indicação da doença é a piora da visão, a qual pode apresentar-se borrada, com as imagens distorcidas.

O portador de ceratocone pode ainda apresentar visão dupla (diplopia), a visão de várias imagens do mesmo objeto, percepção de halos em volta das luzes e sensibilidade exagerada à luz (fotofobia). Frequentemente, também há a queixa de muita coceira nos olhos.

Procedimentos Cirúrgicos
Anel intracorneal: Trata-se de um anel de acrílico implantado na córnea com o objetivo de alterar sua forma, melhorando sua qualidade óptica e a visão obtida com óculos ou lentes de contato.

O procedimento, que pode ser realizado sob anestesia local, é rápido e seguro e pode ser realizado por laser.



Crosslinking: Neste procedimento, a córnea é embebida numa substância chamada riboflavina e a seguir exposta por um determinado tempo a radiação ultravioleta. A riboflavina torna a córnea mais sensível à radiação ultravioleta. O objetivo do crosslinking é impedir a progressão do ceratocone. Os estudos mostram que este resultado é obtido em mais de 90% dos pacientes submetidos a este procedimento.



Transplante de córnea: É realizado nos portadores de ceratocone severo ou avançado, que não toleram lente de contato ou nos quais já não é possível sua adaptação. Este transplante apresenta grande índice de sucesso, sobretudo após o surgimento dos transplantes lamelares guiados pelo laser. Apresenta baixa taxa de rejeição.



Conclusão O Ceratocone é uma doença cujas causas ainda não são totalmente conhecidas. Diversas opções de tratamento estão disponíveis. A avaliação e o acompanhamento oftalmológico são necessários para que o médico possa orientar a conduta e o tratamento adequados, com o objetivo de manter a melhor qualidade de visão para o paciente.

Doenças Endoteliais da Córnea O que é o endotélio corneano? Endotélio corneano é a camada mais interna da córnea. A função normal destas células é bombear água pra fora da córnea. Quando elas deixam de funcionar normalmente, ocorre inchaço da córnea. O inchaço faz com que a córnea perca a sua transparência normal, e o resultado é uma visão turva.



Sintomas de edema na córnea (inchaço na córnea)
Portadores dessa doença podem manifestar, inicialmente, visão turva ao acordar, que vai gradualmente tornando-se mais clara durante o dia. O paciente também pode apresentar dor nos olhos, sensibilidade à luz, halos ao redor da fonte de luz e perda de transparência da córnea.

Quando realizar o transplante endotelial?
Inicialmente, a aplicação de colírios e pomadas pode aliviar os sintomas, e o uso de lentes de contato gelatinosas pode amenizar a dor, porém a única solução permanente para esta doença é o transplante lamelar de córnea (transplante endotelial).

Quais os problemas que podem alterar a função do endotélio corneano?
Basicamente existem três causas de doenças do endotélio.

A primeira delas são disfunções endoteliais congênitas (desde o nascimento).

A segunda seria a distrofia endotelial de Fuchs, de caráter genético, na qual ocorre uma degeneração progressiva das células endoteliais. Esta patologia costuma ser bilateral e acomete mais indivíduos do sexo feminino do que do sexo masculino. Normalmente os primeiros sinais desta doença surgem ao redor dos 30 a 40 anos de idade.

A última das formas de disfunção é a ceratopatia bolhosa, causada por trauma, podendo este ser trauma convencional, como uma perfuração ocular, ou trauma causado por cirurgia com necessidade de grande manipulação intraocular.

Tratamento e procedimentos cirúrgicos
Inicialmente, a aplicação de colírios e pomadas pode aliviar os sintomas, porém essas terapias tem eficácia limitada, e não são úteis em casos avançados.

O transplante endotelial (Transplante de células) é uma mudança revolucionária no tratamento dos distúrbios endoteliais. O objetivo principal da nova técnica é evitar a remoção total da córnea, trocando apenas a parte interna que está comprometida.

Vantagens e resultado
Essa cirurgia é realizada sob sedação leve e anestesia local. Apresenta como vantagens o baixo índice de rejeição e rápida recuperação visual, diferente do transplante convencional que tem maior risco de rejeição e recuperação visual lenta.

Doença Nervo Óptico


O olho humano é uma extensão do sistema nervoso central cuja função é captar os estímulos luminosos oriundos do meio ambiente, transformá-los em impulso nervoso e enviá-los ao córtex visual, região do cérebro responsável pelo processamento dessa informação. Para que alcance o córtex visual, o estímulo percorre um caminho específico no nosso cérebro, as vias ópticas, que se iniciam no nervo óptico.

Além disso, para que ambos os olhos se movimentem conjugadamente em direção ao objeto de interesse, complexas vias neurológicas são ativadas e inibidas simultaneamente; são as vias do movimento ocular conjugado. Dessa meticulosa cadeia de eventos resulta a visão.

A neuro-oftalmologia é o campo dentro da oftalmologia e da neurologia designado ao estudo das afecções das vias ópticas e do olhar conjugado.

São doenças frequentes dentro da neuro-oftalmologia:

Neuropatias ópticas
São doenças que acometem os nervos ópticos. Podem ser de etiologia infecciosa, isquêmica, hereditária, neoplásica (tumoral) ou inflamatória; quando inflamatórias (neurites ópticas), podem estar associadas à outras doenças neurológicas, como Esclerose Múltipla, Neuromielite Óptica, entre outras.

Síndromes quiasmáticas e pós-quiasmáticas
São condições que afetam as vias ópticas e/ou córtex visual, proporcionando alterações específicas de campo visual que permitem seu diagnóstico. Podem ser de etiologia isquêmica, inflamatória ou compressiva (tumores, aneurismas).

Paralisias oculomotoras e do olhar conjugado
Resultam do acometimento de um ou mais nervos ou vias neurológicas responsáveis pelo movimento ocular. Quando ocorrem, tem como principal sintoma a diplopia (visão dupla).

Miopatias
Condições como Miastenia Gravis e Oftalmoplegia Externa Crônica Progressiva, entre outras, são miopatias que frequentemente se iniciam com comprometimento da motilidade ocular e diplopia.

O diagnóstico correto e precoce das afecções neuro-oftalmológicas é determinante para o bom resultado do tratamento.

É frequente o uso de exames complementares para o diagnóstico e acompanhamento, tais como retinografia, angiofluoresceinografia, campo visual, tomografia de coerência óptica, ressonância magnética de órbitas e crânio, angiorressonância de crânio, exames de sangue e eletroneuromiografia.

Em muitas situações o acompanhamento do paciente é multidisciplinar, podendo abranger profissionais de neurologia, neurocirurgia, endocrinologia, oncologia, radioterapia, cardiologia, hematologia, reumatologia e otorrinolaringologia.

Muitos pacientes necessitam acompanhamento por longo prazo.

Doença Endoteliais da Córnea


O que é o endotélio corneano?
Endotélio corneano é a camada mais interna da córnea. A função normal destas células é bombear água pra fora da córnea. Quando elas deixam de funcionar normalmente, ocorre inchaço da córnea. O inchaço faz com que a córnea perca a sua transparência normal, e o resultado é uma visão turva.

Sintomas de edema na córnea (inchaço na córnea)
Portadores dessa doença podem manifestar, inicialmente, visão turva ao acordar, que vai gradualmente tornando-se mais clara durante o dia. O paciente também pode apresentar dor nos olhos, sensibilidade à luz, halos ao redor da fonte de luz e perda de transparência da córnea.

Quando realizar o transplante endotelial?
Inicialmente, a aplicação de colírios e pomadas pode aliviar os sintomas, e o uso de lentes de contato gelatinosas pode amenizar a dor, porém a única solução permanente para esta doença é o transplante lamelar de córnea (transplante endotelial).

Quais os problemas que podem alterar a função do endotélio corneano?
Basicamente existem três causas de doenças do endotélio.
A primeira delas são disfunções endoteliais congênitas (desde o nascimento).
A segunda seria a distrofia endotelial de Fuchs, de caráter genético, na qual ocorre uma degeneração progressiva das células endoteliais. Esta patologia costuma ser bilateral e acomete mais indivíduos do sexo feminino do que do sexo masculino. Normalmente os primeiros sinais desta doença surgem ao redor dos 30 a 40 anos de idade.
A última das formas de disfunção é a ceratopatia bolhosa, causada por trauma, podendo este ser trauma convencional, como uma perfuração ocular, ou trauma causado por cirurgia com necessidade de grande manipulação intraocular.

Tratamento e procedimentos cirúrgicos
Inicialmente, a aplicação de colírios e pomadas pode aliviar os sintomas, porém essas terapias tem eficácia limitada, e não são úteis em casos avançados.

O transplante endotelial (Transplante de células) é uma mudança revolucionária no tratamento dos distúrbios endoteliais. O objetivo principal da nova técnica é evitar a remoção total da córnea, trocando apenas a parte interna que está comprometida.

Vantagens e resultado
Essa cirurgia é realizada sob sedação leve e anestesia local. Apresenta como vantagens o baixo índice de rejeição e rápida recuperação visual, diferente do transplante convencional que tem maior risco de rejeição e recuperação visual lenta.

Doença Estrabismo


Estrabismo é a condição em que, enquanto um olho fixa, o outro desvia. É um desequilíbrio no centro de visão do cérebro ou em um dos seis músculos que controlam o movimento e alinhamento dos olhos. Esses músculos precisam agir em perfeito equilíbrio e sincronia para que os olhos permaneçam alinhados.

Ao observar um objeto, a pessoa estrábica o faz com apenas um olho, enquanto o outro olho parece olhar em outra direção.

Sintomas
No entanto, a visão dupla é uma queixa sempre presente nos casos de estrabismo, que se manifestam mais tarde nas crianças maiores e nos adultos. Outros sintomas são a dor de cabeça e o torcicolo, uma inclinação da cabeça que a pessoa estrábica faz para poder enxergar melhor.

Causas
Em diversas situações não se conhece a causa do estrabismo, porém, em alguns casos, ele está ligado à uma herança genética, vícios de refração, traumas ou ser congênito.
Pode ocorrer em qualquer idade. Um bebê pode nascer com um estrabismo ou desenvolver logo após o nascimento. O estrabismo em adultos é raro e os mais frequentes são os adquiridos, resultantes de traumatismos cranianos ou devido a problemas vasculares (tromboses).

Doenças que afetam o cérebro, como paralisia cerebral, síndrome de Down, hidrocefalia, prematuridade, viroses, traumas e tumores cranianos são frequentemente acompanhadas de estrabismo.
A perda de visão provocada por qualquer doença, também pode causar estrabismo.

Tipos de Estrabismo
Existem diferentes tipos de estrabismo, apresentando sintomas e resultados diferentes, conforme a idade que surgem e o modo como se manifestam.

Estrabismo convergente
O estrabismo convergente ou esotropia é aquele em que um olho fixa o objeto e o outro olho está desviado para dentro, como se olhasse para o próprio nariz. É a forma mais comum de estrabismo, podendo afetar um ou os dois olhos.

Estrabismo divergente
O estrabismo divergente ou exotropia é o que apresenta um olho fixador e o outro está desviado para fora.

Estrabismo vertical
No estrabismo vertical, o paciente pode adotar uma posição de torcicolo, ou seja, inclina a cabeça para um dos lados para não ter diplopia (ver duas imagens). Nesta forma de estrabismo, um olho desvia para baixo ou para cima e o outro se mantém fixo.

Pseudo estrabismo (falso estrabismo)
O pseudo estrabismo ou falso estrabismo é quando há uma falsa aparência de desvio ocular. Este aparente desvio é motivado, normalmente, pela existência de uma prega de pele no canto interno do olho, que dá a sensação de que o olho está virado para dentro.

Quando num exame oftalmológico detalhado não se confirma a suspeita de estrabismo, tem-se o chamado falso ou pseudo estrabismo. Geralmente é observado em crianças que têm uma base do nariz mais larga, associada à presença de uma acentuada prega do canto interno dos olhos, como nas pessoas de raça oriental.



Quando estas crianças olham para o lado, têm-se a impressão de que apresentam um desvio dos olhos para dentro.

Diagnóstico
O estrabismo é uma questão de urgência. A baixa visão pode ser curada ou melhorada, desde que tratada até os sete anos de idade. Depois disso, as chances de cura são menores, pois células cerebrais atrofiadas não podem ser recuperadas.

O teste do reflexo para avaliar se o foco de luz está centralizado nas duas pupilas é fundamental, aliado a outros exames oftalmológicos, como os de acuidade visual de fundo de olho, de oclusão e movimento ocular.

Tratamento
Existe diferentes tratamentos para o estrabismo, incluindo o uso de colírios, uso de óculos, Lentes de contato, exercícios ortópticos, tamponamento do olho com visão normal.

Porém, há casos em que o reparo é feito apenas com a cirurgia de correção de estrabismo. Atualmente, em alguns casos a aplicação de toxina botulínica pode ser uma opção no tratamento.

Doença Glaucoma


O glaucoma é um grupo de distúrbios oculares que conduzem a danos progressivos no nervo óptico, e é caracterizado por perda de tecido dos nervos, resultando em perda de visão. O nervo óptico é composto por cerca de um milhão de fibras nervosas que transmitem os sinais visuais do olho para o cérebro.

A forma mais comum de glaucoma está associada a um aumento na pressão de fluido no interior do olho, podendo resultar na perda de visão. Porém, nem todos com alta pressão ocular irão desenvolver glaucoma, e muitas pessoas com pressão normal do olho podem desenvolver glaucoma.

Como é diagnosticado glaucoma?
Para diagnosticar o glaucoma, um oftalmologista irá testar a sua visão e examinar seus olhos. O exame do olho incide sobre o nervo óptico, que tem um aspecto especial no glaucoma. O médico irá ainda realizar um procedimento chamado tonometria para verificar a pressão ocular, e um teste de campo visual, se necessário, para determinar se há perda da visão lateral.

Testes de glaucoma são indolores e tomam pouco tempo.

Quais são os sintomas do glaucoma?
Para a maioria das pessoas, geralmente há poucos ou nenhum sintoma de glaucoma. O primeiro sinal de glaucoma é frequentemente a perda da visão periférica ou lateral, que pode passar despercebido até ser diagnosticado. É por isso que o glaucoma é frequentemente chamado de "ladrão da visão."

Detectar o glaucoma precoce é uma das razões pelas quais o paciente deve procurar um oftalmologista a cada um ou dois anos.



Se você tiver qualquer um dos seguintes sintomas, procurar assistência médica imediata:
Ver halos ao redor das luzes
A perda de visão
Vermelhidão nos olhos
Náuseas ou vômitos
Dor no olho
Estreitamento da visão (visão de túnel)

Grupos e Fatores de Risco
O glaucoma ocorre com maior frequência em pessoas com mais de 40 anos de idade, embora uma forma congênita ou infantil de glaucoma exista. Pessoas com histórico familiar de glaucoma, afro-americanos com idade acima de 40, e os hispânicos com idade superior a 60, têm um risco aumentado de desenvolver glaucoma.

Outros fatores de risco incluem córneas mais finas, inflamação crônica dos olhos e uso de medicamentos que aumentam a pressão nos olhos. O diabetes pode aumentar o risco de desenvolver glaucoma, assim como a pressão arterial e doenças do coração.

Traumas no olho podem resultar em aumento da pressão ocular e futuros aumentos na pressão devido a danos internos.

Tipos de Glaucoma
Glaucoma de ângulo aberto primário, tipo mais comum, desenvolve-se de forma lenta e normalmente sem quaisquer sintomas. Muitas pessoas não se conscientizam de que têm a patologia até que ocorra a perda significativa da visão. Ele inicialmente afeta a visão periférica ou lateral, mas pode avançar para a perda da visão central. Se deixado sem tratamento, o glaucoma pode conduzir a perda significativa de visão em ambos os olhos, e pode conduzir à cegueira.

Glaucoma de ângulo fechado agudo, tipo menos comum de glaucoma, ocorre geralmente de forma abrupta, devido a um rápido aumento de pressão no olho. Seus sintomas podem incluir dor ocular, náuseas, vermelhidão nos olhos, visão com anéis coloridos ao redor de luzes e visão turva. Esta condição é uma emergência ocular, e o médico deve ser procurado imediatamente, pois a perda de visão severa pode ocorrer rapidamente.

Prevenção
Atualmente, o glaucoma não pode ser prevenido, mas se diagnosticado e tratado precocemente, pode geralmente ser controlado. O uso de medicação ou cirurgia pode retardar ou evitar a perda de visão. No entanto, a visão já perdida em função do glaucoma não pode ser restaurada.



O que provoca o glaucoma?
Existem muitos tipos de glaucoma e muitas teorias sobre as suas causas, porém uma causa exata é desconhecida. A doença está geralmente associada ao aumento da pressão do fluido no interior do olho, porém outras teorias incluem a falta de fornecimento de sangue adequado ao nervo.

Tratamento
O tratamento do glaucoma pode ser realizado com a prescrição de colírios, cirurgia a laser, ou microcirurgia.

O colírio pode reduzir a formação de fluido na parte da frente do olho ou aumentar a sua saída. Os efeitos colaterais podem incluir alergia, vermelhidão dos olhos, ardência breve, visão turva e os olhos irritados. Algumas componentes do colírio podem afetar o coração e os pulmões. Certifique-se de informar o seu médico sobre quaisquer outros medicamentos que você está tomando atualmente ou é alérgico.

A cirurgia a laser aumenta ligeiramente a saída do líquido do olho com glaucoma de ângulo aberto ou elimina o bloqueio do fluido no glaucoma de ângulo fechado.

Tipos de cirurgia a laser
Trabeculoplastia - o laser é usado para abrir a área de drenagem da rede trabecular;
Iridotomia - um pequeno orifício é feito na íris, permitindo que o fluido saia livremente;
Ciclofotocoagulação - um feixe de laser trata áreas da camada média do olho, reduzindo a produção de fluido.

Microcirurgia é uma operação chamada trabeculectomia, com a qual um novo canal é criado para drenar o fluido, reduzindo assim a pressão intra-ocular que provoca o glaucoma.

Quais são as perspectivas para pessoas com glaucoma?
Neste momento, a perda de visão é causada por glaucoma irreversível e não pode ser restaurado. No entanto, a redução da pressão ocular com sucesso pode ajudar a evitar mais perda visual do glaucoma. A maioria das pessoas com glaucoma não ficarão cegas se seguirem seu plano de tratamento e realizar exames oftalmológicos regulares.

Doença Hipermetropia


É um erro de refração que faz com que a imagem seja projetada atrás da retina. Com isto, o indivíduo tem dificuldade de enxergar objetos que estão próximos, atrapalhando principalmente o hábito da leitura.



Causas
Ocorre quando o globo ocular é curto para a focagem combinada da córnea e do cristalino. Quando a imagem é formada atrás da retina, surge visão turva que piora quando se olha para objetos próximos.

Sintomas
Visão embaçada de perto;
Dores de cabeça ou cansaço ocular;
Sensação de peso ao redor dos olhos, ardor, vermelhidão conjuntival;
Lacrimejamento ocular.

Tratamentos
Pode ser corrigida com o uso de óculos, lentes de contato ou com cirurgia refrativa.

Cirurgia
A Cirurgia Refrativa promove a correção da hipermetropia. Através de um procedimento considerado simples, que dispensa a necessidade de internação. Remodela suavemente a superfície da córnea e modificando sua curvatura para corrigir os erros refrativos.

Doença Miopia


É um dos o erros de refração mais comum que afeta a visão. A pessoa vê objetos próximos com clareza, porém objetos que se encontram mais distantes são vistos borrados. Na miopia, a imagem não é focada diretamente na retina, mas à frente da mesma.



Causas
O problema pode ter origem no globo ocular, sendo este mais alongado, ou no cristalino, que pode apresentar uma distância focal curta. Em alguns casos, é devido a uma combinação destes fatores.

Miopia normalmente começa na infância e você pode ter um risco mais elevado, se seus pais são míopes. Na maioria dos casos, a miopia estabiliza no início da idade adulta, mas às vezes ele continua a progredir com a idade.

Sintomas
Visão embaçada a distância;
Frequentemente aperta os olhos para ver melhor à distância;
Dores de cabeça, lacrimejamento ou tensão ocular.

Tratamentos
Pode ser corrigida com o uso de óculos, lentes de contato ou com cirurgia refrativa.

Cirurgia
A Cirurgia Refrativa promove a correção da miopia. Através de um procedimento considerado simples, que dispensa a necessidade de internação. Remodela suavemente a superfície da córnea e modificando sua curvatura para corrigir os erros refrativos.

Doença Moscas Volantes


São pequenas manchas flutuantes que aparecem no vítreo (substância gelatinosa transparente que preenche o globo ocular). Elas podem ser notadas quando você olha para algo claro, como um papel branco ou um céu azul.

Na maioria das vezes, as flutuações são células que se agrupam e de pouca importância. Podem aparecer e desaparecer e, em geral, as pessoas aprendem a conviver e ignorá-las, pois, não interferem na visão.

Estes pontos flutuantes podem ainda estar presentes em apenas um olho ou ambos os olhos.



As moscas volantes podem aparecer de diversas formas, tais como:
Pontos pretos ou cinzentos
Linhas irregulares
Fios filiformes, que podem ser nodosas e semitransparentes
Teias de aranha
De forma anelar

Quando são notadas inicialmente, a reação natural é tentar olhar diretamente para elas. Entretanto, as tentativas de se olhar diretamente para elas são frustrantes, pois as moscas volantes acompanham o movimento do olho e continuam fora da direção do olhar.

Grupos de Risco
Em sua maioria, atingem pessoas acima dos 40 anos e, em portadores de miopia, o quadro pode ser apresentado mais cedo.

As moscas volantes são consideradas uma patologia comum. Porém, servem de alerta para um possível Descolamento de Retina.

Causas
As flutuações podem ter diferentes níveis de gravidade. A maioria são causadas ​​por pequenas manchas de uma proteína chamada colágeno, como podem ser parte do vítreo descolado, células de sangue flutuando no vítreo ou inflamação intraocular.

As moscas volantes são perigosas?
As moscas volantes podem ser irritantes, mas por si só não são perigosas. A maioria dos flutuadores oculares são causados pelo envelhecimento normal do olho. No entanto, quando uma pessoa desenvolve o súbito aparecimento de moscas volantes, o olho deve ser examinado por um oftalmologista para ter certeza de que não há nenhuma anormalidade ocular associada ou doença sistêmica que requer tratamento.

Um início súbito de muitas moscas volantes nos olhos ou o aparecimento de moscas volantes associadas com luzes piscando poderia significar um rasgo na retina que requer tratamento para prevenir o descolamento de retina. Uma nuvem na visão ou perda da visão lateral pode ser um sintoma de descolamento de retina associado.

Diagnóstico
O oftalmologista irá verificar a visão do paciente com uma lâmpada de fenda e depois dilatar as pupilas. Após as pupilas estarem dilatadas, a retina e o vítreo serão examinados com um oftalmoscópio. Assim, o médico será capaz de dizer ao paciente se há anormalidades associadas que exigem mais exames ou tratamentos.

Tratamento
Em geral, as moscas volantes não necessitam de tratamento. Algumas delas podem permanecer no campo de visão, porém muitas diminuem ou desaparecem com o tempo, deixando de incomodar. Nos casos de opacidades densas, causando grande desconforto ou comprometimento da visão, a remoção das opacidades vítreas por meio de procedimento cirúrgico pode ser considerada.

As moscas volantes podem ser prevenidas?
Não há nenhuma maneira conhecida de impedir as moscas volantes nos olhos. Estas flutuações podem ser resultado de lesões cotidianas, podendo ser evitadas através do uso de óculos de segurança ao trabalhar ou através do uso de óculos de proteção quando praticar determinados esportes. Quando decorrente de hemorragia vítrea, a retinopatia diabética pode ser reduzida por meio de um melhor controle da hiperglicemia.

Doença Plástica Ocular


A Plástica Ocular é um procedimento que lida com deformidades e anomalias nas pálpebras, órbita (ossos por trás do olho), sistema lacrimal (glândula lacrimal e sistema de drenagem) e de áreas da face anexas aos olhos.

O cirurgião oculoplástico é um oftalmologista que tem treinamento adicional em cirurgia plástica de olhos. O campo da cirurgia plástica ocular combina a precisão da microcirurgia oftalmológica com os conceitos estéticos e de reconstrução da cirurgia plástica.

Alterações Oculares
Visando reestabelecer o equilíbrio das funções e estéticas dos olhos e da face, a plástica ocular trata as seguintes alterações:

Alterações palpebrais
Dermatocálase: Excesso de pele e/ou bolsa de gordura nas pálpebras superiores e inferiores. Geralmente, aparecem como resultado de tendências hereditárias ou com a idade. A blefaroplastia é a cirurgia plástica indicada para retirar o excesso de pele das pálpebras e eliminar as bolsas de gordura.



Entrópio:
Borda palpebral virada para o globo ocular. A pele e os cílios ficam constantemente em contato com os olhos, provocando desconforto e irritação. Um olho irritado dessa maneira tende a desenvolver infecções graves e cicatrizes que podem levar à perda permanente da visão ou perfuração do olho;

Ectrópio:
Borda palpebral virada para fora do globo ocular. Causa exposição do globo ocular, irritação e dores constantes;

Triquíase:
Cílios virados para o globo ocular;

Ptose:
Pálpebra superior caída. Quando a queda da pálpebra é acentuada, parte da pupila fica coberta, bloqueando o campo da visão;

Tumores:
Tumores de pálpebras e conjuntivas, bem como terçol, hordéolos e calázios.



Alterações da via lacrimal

Lacrimejamento: O lacrimejamento ocorre por produção excessiva de lágrima ou por obstrução congênita ou adquirida do canal lacrimal. Pode ocorrer em função de alguma inflamação ocular como conjuntivites ou blefarites crônicas.No caso de obstrução, a forma de tratamento é cirúrgica e busca criar um novo “caminho” para a lágrima ir para o interior do nariz.

Olhos secos: O olho seco é uma doença crônica, caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes. O uso de colírios (tipo lágrima artificial) normalmente ajuda a combater a irritação nos olhos, típica desse ressecamento. No entanto, quando isto não é suficiente, o dreno que leva as lágrimas até o nariz pode ser fechado durante a cirurgia.

Alterações da órbita
Olhos inestésicos: Reconstrução de cavidades sem olho, ou remoção do mesmo em caso de dor ou atrofia intensa por trauma ou infecção. Podem ser reconstituídas cirurgicamente através de implantes ou enxertos. O sucesso do procedimento possibilita devolver ao órgão lesado o tamanho e o movimento corretos, além de proporcionar melhora importante da estética facial;

Retração: Tumores orbitários e orbitopatia devido a alterações da tireóide (Orbitopatia de Graves). Podem acometer os olhos levando à protrusão do globo ocular para fora ou à retração das pálpebras ("olhos arregalados").

Doença Presbiopia


A presbiopia é um processo natural, cujo resultado é a perda gradual da capacidade de acomodação do cristalino. Com o avançar dos anos o cristalino vai endurecendo e sua forma modifica-se com menos facilidade. As alterações causadas pela presbiopia costumam se manifestar por volta dos 40 anos.



Causas
A presbiopia é causada por um processo relacionado com a idade. Difere-se do astigmatismo , miopia e a hipermetropia , que estão relacionadas com a forma do globo ocular.

A presbiopia é resultado de um espessamento gradual e perda de flexibilidade da lente natural do olho. Com menos elasticidade, o olho apresenta dificuldade em focar de perto. Como resultado, a visão de perto acaba sendo prejudicada.

Fatores de risco
Idade: até os 50 anos, todas as pessoas apresentarão algum grau de presbiopia, já que é um processo natural do envelhecimento;
Condições de saúde: quadros como anemia, diabetes, esclerose múltipla e doenças cardiovasculares podem aumentar o risco da presbiopia precoce;
Medicamentos: antidepressivos, anti-histamínicos e diuréticos também podem aumentar chances de presbiopia precoce.

Sintomas
Imagem borrada ao ler algo na distância normal;
Dificuldade em enxergar letras e imagens muito pequenas;
Precisar de mais luz ao executar atividades que envolvem a visão de perto;
Dores de cabeça ou fadiga após tarefas que envolvem a visão de perto;
Ardor e vermelhidão conjuntival;
Necessidade de afastar algo que se está lendo.

Tratamentos
A maioria das pessoas com presbiopia pode corrigir sua visão com óculos multifocais, lentes de contato ou com cirurgia refrativa.

Cirurgia
A Cirurgia Refrativa promove a correção da presbiopia. Através de um procedimento considerado simples, que dispensa a necessidade de internação. Remodela suavemente a superfície da córnea e modificando sua curvatura para corrigir os erros refrativos.

Doença Uveíte


A uveíte é a inflamação da úvea, que é composta da íris, corpo ciliar e coróide. Em conjunto, estes formam a camada do meio do olho entre a retina e a esclera (o branco do olho).



A úvea contém muitos vasos sanguíneos - as veias, artérias e capilares - que levam sangue de um olho para o olho. A úvea nutre muitas partes importantes do olho (como a retina), e uma inflamação nessa região pode danificar a visão.

Tipos
A uveíte é classificada em anterior, intermediária, posterior e panuveíte, conforme o segmento ocular em que o distúrbio se manifesta, e pode ocorrer em um olho ou nos dois olhos.

Anterior: Afeta a parte dianteira do olho. Este é o tipo mais comum de uveíte e geralmente se desenvolve de repente, podendo durar de seis a oito semanas. Alguns tipos de uveíte anterior podem ser crônicas ou recorrentes.
Intermediária: A inflamação ocorre na parte intermediária (região média) do olho, podendo ser chamada de pars planite.

Episódios deste tipo podem durar entre algumas semanas ou anos.
Posterior: Afeta a parte de trás de olho, podendo se desenvolver lentamente e muitas vezes duram por muitos anos.
Panuveíte: Ocorre quando todas as camadas da úvea estão inflamadas.

Sintomas
As uveítes podem ser classificadas como crônicas ou agudas, dependendo do tempo de duração. A aguda tem um início rápido e duração de até seis semanas. A forma crônica tem início mais lento, durando acima de seis semanas e podendo evoluir por muitos meses. Existem casos em que a uveíte leva a uma cegueira irreversível.

Os sintomas mais comuns:
Dor ocular e ao redor dos olhos;
Edema palpebral;
Vermelhidão próxima da córnea;
Hiperemia (olho vermelho);
Fotofobia (sensibilidade à luz);
Visão turva, embaçada;

Pequenos pontos escuros que se movimentam.



Causas
Em muitos casos, a causa específica de uveíte não é clara, pode haver diferentes causas e ser relacionada a diversas outras doenças. Entretanto, quando é possível determiná-la, as mais importantes são: Infecção por vírus, bactérias e fungos;
Doenças sistêmicas, como toxoplasmose, inclusive a toxoplasmose congênita, herpes simples, citomegalovírus, tuberculose, sífilis;
Moléstias reumatológicas, por exemplo, artrite reumatoide, lúpus eritematoso;
Corpos estranhos e traumas oculares;

Leucemias e linfomas.

Tratamento
A uveíte é uma condição ocular grave e se não for tratada a tempo, pode causar danos irreversíveis ao globo ocular e provocar glaucoma, descolamento de retina e deixar cicatrizes na retina que reduzem a visão.

Este tipo de inflamação precisa ser tratado o mais cedo possível.

Colírios, especialmente com corticoides, e dilatadores de pupila, podem reduzir a inflamação e a dor. Para inflamações mais graves, a medicação oral ou injeções podem ser necessárias.

Medicações
Medicação para redução da inflamação - Primeiramente, seu médico pode prescrever colírios de caráter anti-inflamatório, como um corticosteróide. Se não houver melhora, uma pílula ou injeção de corticóide pode ser o próximo passo.
Medicação para combater bactérias ou vírus – Se a uveíte é causada por uma infecção, o médico pode prescrever antibióticos, medicamentos antivirais ou outros medicamentos, com ou sem corticosteróides.
Medicação que afeta o sistema imunológico – Pode haver a necessidade de medicamentos imunossupressores ou citotóxicos se a uveíte afeta ambos os olhos, se não há uma boa resposta do uso corticosteróides ou se a uveíte se tornar grave o suficiente para ameaçar a visão.



Procedimentos cirúrgicos e outros
Vitrectomia - Cirurgia para remover parte do vítreo do olho pode ser necessária para controlar a condição.
Cirurgia para implante de um dispositivo no interior do olho para fornecer uma liberação lenta e controlada de uma medicação.

Este dispositivo libera lentamente medicação corticosteróide no olho durante dois a três anos.
A velocidade de sua recuperação depende em parte do tipo de uveíte que se tem e da gravidade dos seus sintomas.

Doença da Retina


É o desprendimento da retina da parede ocular que ocorre devido à rotura do tecido retiniano. As células nervosas na retina normalmente detectam a luz que entra no olho e enviam sinais para o cérebro sobre o que o olho vê. Mas quando a retina se descola esse mecanismo não funciona corretamente.

Descolamento da retina geralmente começa quando o gel vítreo, um gel espesso que se encontra dentro do olho, encolhe e separa-se da retina.



Causas
Envelhecimento;
Traumatismo;
Inflamação;
Miopia acentuada;
Tumor da coróide (camada do olho entre a retina e a esclerótica);
Histórico familiar de descolamento de retina;

Cirurgia ocular anterior, como para remoção da catarata.

Como se manifesta
O descolamento de retina é indolor, mas pode provocar visão turva ou embaçada em algum ponto do campo visual.



Tratamento do descolamento de retina
O tratamento é feito com cirurgia visando o reposicionamento da retina em seu lugar normal, no fundo do olho. Os principais procedimentos são com lasers (retinopexia e vitrectomia), e necessitam de uma indicação específica, cabendo ao oftalmologista retinólogo decidir qual o adequado para cada caso.

Vale lembrar que o deslocamento não for tratado, pode conduzir à cegueira.

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